As 17 toneladas de maconha apreendidas na terça-feira (12), pela Polícia Militar Rodoviária Estadual (PMRE), na rodovia MS-164, região do Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, próximo à fronteira com o Paraguai, pertencia a um consórcio do tráfico. Organizados em consórcio, traficantes se associam para custear a compra, logística de ingresso e entrega da droga no País. No caso da apreensão histórica de terça-feira, fardos separados por fitas coloridas diferenciadas e um caderno com lista de nomes de pelo menos dez possíveis destinatários levaram a polícia a concluir a existência de aquisição consorciada.
Segundo o delegado Lucas Soares de Caires, da 1ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, o material seria deixado em Campo Grande. Leandro Carneiro, 31 anos, morador no Paraná, disse que trouxe o bitrem Scania, placas CSD-4881 (de Ponta Grossa /PR) de São Paulo. Ele deixou o veículo com desconhecidos em um local específico, na fronteira com o Paraguai. Depois, pegou o bitrem novamente, já preparado, na saída de Antônio João, com a droga escondida em meio a uma carga de soja, legalmente coberta por nota fiscal.
A reportagem, de Renan Nucci, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.