A Justiça revogou o pedido de prisão preventiva contra o ex-PM, José Bonifácio Júnior, condenado a 19 anos de reclusão em regime fechado pela morte do enfermeiro Ike César Gonçalves. A condenação do ex-militar – que respondia ao processo em liberdade – foi decretada na última sexta-feira (15). Na ocasião, o juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, decretou também a prisão preventiva do acusado.
Para o juiz, o acusado representa perigo para a sociedade, além de ter participado de um crime em que houve comoção pública, o que justificaria o pedido de prisão preventiva. A defesa alegou que Júnior não se envolveu em outros delitos, compareceu a todas as audiências e nunca mudou de residência, conseguindo assim o habeas corpus na segunda-feira (18).
O Crime
O crime aconteceu no dia 28 de outubro de 2012 em frente ao antigo clube Santa Fé, na Rua Brilhante, em Campo Grande.
A confusão começou quando uma mulher, que estava com Osni Ribeiro de Lima, amigo do acusado, foi abordada por um homem. Em determinado momento,Júnior, que estava dentro de um carro, saiu e deu dois disparos para cima de uma pistola .40, de uso da Polícia Militar (PM). Em seguida, atirou contra um dos envolvidos na briga, que se jogou no chão e não foi ferido.
Ike Gonçalves decidiu conversar com o policial, tentando acalmá-lo. Júnior acreditou que o enfermeiro o estava desafiando e atirou a queima roupa na testa da vítima, que morreu na Santa Casa, hospital onde trabalhava.
Além de Júnior, Lima também respondia ao processo, por ter dado cobertura na fuga ao PM, mas o conselho desclassificou sua conduta.