O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed-MS) foi notificado nesta quarta-feira (20) sobre a decisão da Justiça que determina o retorno imediato dos profissionais ao trabalho sob pena de multa diária no valor de R$ 30 mil, porém o presidente Valdir Shigueiro Siroma afirmou ao Portal Correio do Estado, que os médicos primeiro aguardam uma contraproposta da Prefeitura de Campo Grande para depois decidirem, em assembleia, se retornarão ao trabalho.
Nesta quinta-feira (21), o sindicalista esteve na Câmara Municipal, onde usou a tribuna para explicar a situação e “o motivo do descaso por parte do gestor público”.
“Ontem nós fomos notificados, mas como a assembleia já tinha sido realizada, mantivemos a greve. A prefeitura pediu mais uma vez paciência e disse que está estudando a contraproposta, mas nós estamos esperando”, frisou Valdir Siroma.
Ainda de acordo com o sindicalista, todos os médicos estão em seus postos de trabalho, todavia, apenas 30% do efetivo estão em atividade. Cerca de 50% dos profissionais estavam atendendo, mas o índice baixou para 30% por conta do descumprimento por parte da prefeitura em relação a volta imediata das gratificações.
Questionado sobre o fato de os médicos estarem descumprindo decisão judicial, o sindicalista explicou que essa questão ainda não foi discutida pela categoria, mas o assunto já foi encaminhado para o departamento jurídico do Sinmed-MS.
ATENDIMENTOS
Médicos atendem apenas casos de urgência e emergência nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Centros Regionais de Saúde (CRSs). Nos atendimentos ambulatoriais a paralisação é de 100%.
Os profissionais entraram em greve no dia 6 de maio e decidiram voltar ao atendimento normal na terça-feira (12). O sindicato alega que a prefeitura não cumpriu o acordo firmado junto ao Ministério Público, que seria de retomar as gratificações cortadas e retomou a paralisação na sexta-feira (15), com 50% do atendimento.