Depois de tentativas de negociações com o Governo de Mato Grosso do Sul e a reprovação das propostas oferecidas, professores da Rede Estadual de Ensino de Três Lagoas decidem hoje, em assembleia, se decretam greve por tempo indeterminado.
De acordo com Maria Diogo, presidente do Sinted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação), o encontro acontece às 15h e se todos votarem a favor a greve valará a partir da próxima segunda-feira (25).
Conforme a presidente, uma das principais reivindicações dos professores é o reajuste de 10,98% sobre o salário que ficou pendente. “No início do ano recebemos o reajuste nacional, de pouco mais de 13%. Agora, queremos que o Estado cumpra com o que foi prometido”, disse.
Ela explicou que o governador André Puccinelli havia se comprometido em oferecer um aumento de R$ 1.318,00 divido em quatro vezes, mas depois que Reinaldo Azambuja assumiu a gestão de Mato Grosso do Sul passou a alegar que o Estado não tem dinheiro para manter a proposta. “Esse acréscimo era para ser concluído em 2018, ou seja, por ano teríamos um reajuste de cerca de R$ 330,00 até chegar ao valor, mas o Reinaldo Azambuja disse que não tem condições de manter o que foi proposto pela gestão anterior pela falta de arrecadação”, disse.
Atualmente, um professor da Rede Estadual de Mato Grosso do Sul recebe R$ 2.662, 80 para trabalhar 40 horas por semana.