Cidades

Investigação

Falta de exames em unidades básicas gera superlotação no Hospital Regional

Segundo a investigação, pelo menos três unidades de saúde 24h não fazem os exames

Redação

25/05/2015 - 10h00

A superlotação do Pronto Atendimento Médico (PAM) do Hospital Regional Rosa Pedrossian motivou abertura de inquérito pelo Ministério Público Estadual (MPE). A situação foi mostrada pelo Portal Correio do Estado no último dia 14 de maio.

Conforme publicado na edição desta segunda-feira (25) do Diário Oficial do MPE, o inquérito apura a superlotação do PAM em casos de menor complexidade.

Alguns dos motivos da lotação seria a “não disponibilização de exames raio-x e a não realização do exame de 'enzimas cardíacas', para apoio diagnóstico ininterrupto 24 horas, no CRS Guanandy, Aero Rancho e Cophavilla II”.

Segundo a publicação, a não prestação dos serviços das unidades básicas de saúde seria uma das causas da lotação do PAM do Hospital administrado pelo Governo do Estado.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura da Capital para mais detalhes sobre a realização de exames nas unidades básicas e aguarda retorno.

LOTAÇÃO

Na semana passada, uma placa afixada na porta do PAM avisa que no hospital só é permitida a permanência de acompanhantes de pacientes idosos, menores de 18 anos e deficientes.

A cozinheira Noêmia de Araújo Silva, de 48 anos, acompanha a mãe de 77 anos que há 3 dias aguarda vaga para internação. Como Noêmia mora na Vila Popular, a permanência da mãe no hospital mudou a rotina diária da cozinheira, que precisa auxiliar a idosa também nos momentos de banho.

“Há poucos enfermeiros, mas eles têm cuidado da medicação, porém fica a cargo dos acompanhantes realizar os outros cuidados”, explicou. A mãe de Noêmia aguarda para ser submetida a procedimento cirúrgico para retirada de câncer de pele, que tem lhe causado fortes dores de cabeça.

Outra família, que preferiu não se identificar, acompanha um idoso de 77 anos, que veio de Sidrolândia e está internado por conta de um câncer no estômago. O paciente precisa fazer apenas uma tomografia para ser submetido a procedimento cirúrgico.

Uma das filhas relatou que o que vê nos corredores do PAM é triste. “As pessoas nos leitos, no corredor e os enfermeiros constrangidos por atender tanta gente”, declarou, ressaltando que, apesar da superlotação, o pai tem sido bem atendido.

A medida em que os paciente são liberados para internação e outros setores do hospital, as macas são redirecionadas para as salas de classificação de risco. A maioria dos pacientes que estão nos corredores são idosos e estão acompanhados de familiares. 

 

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