Cidades

corte de gastos

Redução de gastos pode atrasar implantação do Sisfron

General Rui Matsuda descarta paralisação, mas afirma que projeto pode atrasar

Redação

25/05/2015 - 18h16

O corte de gastos do governo federal, anunciado por Dilma semana passada, pode atrasar a implantação do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron). A informação foi dada pelo general Rui Matsuda, da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, ao Dourados News.

O projeto tem programação de ser implantado até 2023, com gastos de aproximadamente R$ 1 bilhão ao ano, no entanto, apenas neste ano o Exército deve receber no máximo R$ 250 milhões, recursos assegurados antes do governo anunciar a contenção de gastos.

Hoje, Rui Matsuda recebeu em Dourados oficiais de Exército (Adidos) de 18 países que vieram até o município conhecer a implantação do Sisfron. A 4ª Brigada abriga o projeto piloto do projeto de monitoramento que, nessa primeira fase, será implantado nos 650 km de fronteira de Mato Grosso do Sul. Encerrado essa etapa, avaliações serão feitas para depois estender o Sisfron para todo os 17 mil km de fronteira do Brasil.

Segundo o general, a implantação do Sisfron depende de recursos e com a contenção de gastos pode sofrer atrasos, mas ele acredita na promessa do governo que o projeto não será paralisado. Nesses três anos de projeto deveria ser investido, conforme o cronograma, cerca de R$ 3 bilhões, mas apenas metade foram aplicados, de acordo com Rui Matsuda. "Não sabemos se esses recursos serão mantidos, se vai aumentar ou diminuir", disse ele.

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