Para tentar amenizar o caos na saúde em Campo Grande, com leitos lotados nos principais hospitais do município, o Governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), afirmou nesta quinta-feira (28), que foi firmado um convênio para abertura de 42 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em três hospitais da Capital.
Além disso, devem ser chamadas 200 pessoas aprovadas em concurso na área da saúde para ampliar o serviço no Hospital Regional, porém não foi definido um prazo para a convocação.
Quanto aos novos leitos, devem ser abertos 10 na Maternidade Cândido Mariano, 22 no Hospital São Julião e 10 no Hospital Regional, já na próxima semana.
Há ainda um projeto para aumentar um andar no Hospital Regional. Segundo Azambuja, as medidas têm por objetivo "descomprimir os atendimentos do município".
CRISE
Os médicos da rede municipal de saúde estão em greve há 14 dias seguido e dos 1,2 mil profissionais, apenas 30% deles estavam atuando em regime de plantão. No início da paralisação, que foi considerada ilegal pela Justiça que ainda fixou multa diária de R$ 30 mil para a categoria, 30% do efetivo era mantido.
Em várias unidades de saúde, principalmente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), o cenário é de lotação diária desde o início da paralisação.
Além da greve dos médicos, a situação na saúde foi agravada com a superlotação da Santa Casa. Os 97 leitos da UTI do hospital estão ocupados e até salas do centro cirúrgico estão sendo usadas como UTIs.