Alguns dos principais patrocinadores de eventos organizados pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) manifestaram preocupação com o escândalo mundial que atingiu a entidade máxima do futebol mundial.
Em nota, a Coca-Cola admitiu estar preocupada com a gravidade das denúncias, já que a “controvérsia manchou a missão e os ideais da Copa do Mundo da Fifa”. Embora afirme confiar na federação – que garante cooperar com as autoridades dos Estados Unidos e da Suíça para esclarecer os fatos –, a multinacional frisou que ainda vai se reunir com os representantes da federação para discutir o assunto.
A Adidas aproveitou para reafirmar que sua atuação é guiada por “elevados padrões de conduta ética” e garantiu que cobra o mesmo comportamento de seus associados e parceiros. A fabricante de artigos esportivos incentivou a Fifa a “continuar a estabelecer e seguir um padrão de conduta transparente”. O que o presidente da Fifa, Joseph Blatter, garantiu que já vem sendo feito, muito embora, segundo ele, “mais más notícias vêm por aí”.
Sócia da Fifa desde 2007, a operadora de cartões Visa afirmou estar profundamente “desapontada” e “preocupada” com os fatos em torno das prisões e indiciamentos de nove dirigentes e ex-dirigentes da federação e de empresários esportivos com quem a Fifa tem contratos.
“Como patrocinador, esperamos que a Fifa tome medidas rápidas e imediatas para solucionar essas questões. Isso começa com a reconstrução de uma cultura com práticas éticas fortes a fim de restaurar a reputação dos jogos para os fãs de todos os lugares”, cobra a empresa em nota divulgada à imprensa e investidores.