Quem vive no bairro Universitário, principalmente na Rua Elvira Pacheco Sampaio, a comercial da região, sofre com a falta de segurança, o assunto foi tema de reportagem publicada ontem no Correio do Estado. Nos fins de semana, no entanto, a situação fica ainda mais complicada, principalmente com a “baderna” feita por grupo de motociclistas.
Vídeo gravada por moradores do bairro revela o desrespeito de motociclistas. Em plena luz do dia, os jovens empinam a moto na avenida e circulam em grupo. A situação traz risco tanto aos condutores que praticam a irregularidade quanto para os moradores.
Sem policiamento e agindo livres, os motociclistas e a bandidagem atrapalha o desenvolvimento no bairro.
Confira abaixo imagens que revelam manobras arriscadas de motociclistas:
INSEGURANÇA
Moradores denunciam a formação de uma milícia, travestida de vigias noturnos; abandono da região pelos vereadores, menores pilotando motos e fumando maconha livremente, na saída da Escola Estadual José Barbosa Rodrigues. Todo o comércio está pichado e os assaltantes não perdoam nem igrejas.
Elói Chiodi, 42 anos, mora no bairro Universitário. Era perto das 8h30 de quinta-feira da semana passada, quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta na rua Brigadeiro Thiago, que armados, anunciaram o assalto e levaram cerca de R$ 1.500 de sua carteira.
O dinheiro acompanhava um ‘bolo’ de boletos bancários, que deveriam ser pagos com o que foi roubado. Os bandidos ainda anunciaram em alta voz naquele horário da manhã: “vai descendo que eu vou te dar um tiro”.
Chiodi é eletrotécnico, cresceu no bairro e vê com tristeza a situação de perigo no qual a região ficou refém. “Está todo mundo fechando os comércios mais cedo, não dá pra trabalhar. Não passa polícia, temos dois vereadores no bairro, uma associação quem nem eleição tem. O que a gente pode fazer?”, disse o técnico.
Elói trabalha como sócio, cuidando da parte dos consertos, na loja de eletrônicos de Gustavo Thiago Ribeiro Farina, 25 anos, que há um ano e meio tenta tocar as vendas em uma rua que tem cada vez menos movimento.