Funcionários do Shopping Campo Grande, na avenida Afonso Pena, temem que a confusão que ocorreu no local na tarde de domingo (31), volte a se repetir. Isso porque,segundo eles, a aglomeração de adolescentes é frequente na região, especialmente durante os fins de semana. O problema é que a Polícia Militar não pode fazer ações de prevenção, pois trata-se de local particular. A segurança do local fica a cargo da administração do centro comercial.
Bruna Lemos, de 19 anos, que trabalha em uma loja no Shopping e estava no local no momento da confusão, conta que viveu momentos de pânico durante o tumulto. “Todo mundo gritando, a gente não sabia o que fazer”, relata. Segundo ela, as portas da loja em que trabalha foram fechadas para que os clientes ficassem mais seguros. “Primeiro nós pensamos que fossem os bombeiros, mas depois começou a chegar vídeos no celular mostrando que era briga. Me disseram que tinha um menino armado”.
Bruna afirma nunca ter presenciado confusão daquela proporção no shopping, mesmo assim, ela não se diz surpresa. “É muito comum esses adolescentes ficarem na porta, nas escadarias. A gente sabe que vai acontecer outras vezes. Não tem como impedir”.
O vendedor Ricardo Teruya, de 28 anos, também reclama da insegurança no centro comercial. “São adolescentes que causam tumulto. Já tivemos vários clientes que deixaram de entrar na loja por medo”.
Em nota, o shopping informou que “o espaço físico e a operação de um shopping e de seus lojistas não são planejados para receber eventos e aglomerações, que estejam acima da capacidade de público do local” e que o “empreendimento tomará todas as medidas preventivas e necessárias, buscando apoio das autoridades”.
A Capitã da PM, Luna Neves, explicou ao Portal Correio do Estado que a segurança do shopping compete aos seguranças. “Não nos compete estar dentro do shopping por ser uma área privada”. Mas enfatizou que existe uma disposição dos militares em colaborar. “Sempre que for acionada a PM vai entrar, sim. Vai dar apoio quando necessário”.