Sete pessoas integravam uma quadrilha que praticava roubos a residências em Campo Grande, usando máscaras e luvas. De acordo com a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), um ex-policial militar era o cabeça do grupo.
Um dos roubos aconteceu no dia 15 de março, quando quatro suspeitos armados e mascarados renderam os moradores de uma residência e roubaram jóias, celulares e R$ 15 mil em dinheiro.
Durante as investigações, policiais da Derf constataram que se tratava de uma quadrilha especializada, que tinham informações privilegiadas da residência e rotina das vítimas. Foram identificados sete suspeitos, sendo três de Campo Grande e quatro do estado de São Paulo.
O ex-policial militar Samuel de Melo Farias foi apontado como a pessoa que planejou o crime e junto com um outro suspeito, monitorou a vítima até o roubo. Ele foi excluído da Polícia Militar (PM) por ter praticado crimes de peculato e extorsão e está foragido.
Rafael Correa da Silva e outros três suspeitos são apontados como os que renderam a vítima, armados com pistolas, e praticaram o roubo. Silva foi preso, confessou o crime e se recusou a dar os nomes dos demais envolvidos por medo de represálias.
Marcílio de Souza Júnior também foi preso,confessou a participação e disse que foi o responsável pela logística, tendo fornecido a própria residência para os assaltantes que vieram de São Paulo se hospedarem, além de ficar de vigia na noite do crime e guardar os veículos usados no assalto. Ele também se recusou a revelar os nomes dos demais suspeitos.
Os suspeitos presos afirmaram que os objetos roubados foram levados para São Paulo, onde foram vendidos e o dinheiro foi dividido em partes iguais entre todos os integrantes da quadrilha.