Proposta de conciliação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), nesta terça-feira (2), não agradou representantes do governo do Estado e da Federação dos Trabalhadores em Educação (Fetems). Ambos prometem avaliar o caso, porém evitam divulgar os índices de reajuste presentes na negociação que pode encerrar greve nas escolas estaduais.
Coube ao desembargador Vladimir Abreu da Silva intermediar, em 40 minutos, um plano de conciliação entre as partes que ainda mantém suas propostas originais de reajuste escalonado até 2022 e cobram cumprimento de lei para integralizar o piso nacional em 2018. Caso não haja entendimento, processo contra a greve voltará a tramitar para definir o mérito. Isso porque liminar já foi concedida favorável ao Governo do Estado pela ilegalidade da paralisação que dura sete dias.
Na ocasião, o Estado foi representado pelos procuradores Adalberto Miranda e Felipe Matos. Já Ronaldo Franco, advogado da Fetems, pontuou que líderes sindicais pretendem avaliar no fim da tarde a proposta do Judiciário, antes de encaminhá-la para assembleias previstas para amanhã em 71 municípios e uma com delegados de todo o Estado na Capital.
De acordo com a assessoria de imprensa do TJMS, o desembargador não deve se manifestar sobre a questão, uma vez que aguarda posicionamento das partes. A intenção da conciliação, solicitada pela Fetems, é de que haja acordo para encerrar a greve.