Durante o protesto em frente a Prefeitura de Campo Grande, na manhã desta sexta-feira (12), o secretário interino de Educação, Wilson do Prado, afirmou que dará um posicionamento sobre o reajuste de 4,51%, que falta na proposta, até as 16h de hoje. Os professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) seguem com o protesto durante o dia e aguardarão a resposta no Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais de Educação Pública (ACP).
De acordo com o presidente da ACP, Geraldo Gonçalves, o secretário de educação deve se reunir com o vereador Edil Albuquerque e o secretário adjunto de Finanças, Ivan Jorge, para dar respostas aos profissionais. "A diretoria pediu para que a prefeitura cumpra a lei que já foi aprovada e não despreze os 4,51% que faltam. Nós não vamos ceder", disse o sindicalista.
Alguns profissionais criticaram a demora. A professora Elimar Cristina Tolentino acredita que a prefeitura tenta ganhar tempo. "Eles estão tentando ganhar tempo e pensam que vão nos vencer pelo cansaço, estão enganados", ressaltou.
O protesto na prefeitura encerrou às 10h. Às 14h, a panfletagem continua em frente a Escola Municipal Arlindo Lima e, depois, os professores seguem para a sede da ACP.
A greve dos profissionais entrou no 20º dia seguido e os professores dizem que só voltarão às aulas se o reajuste de 13,01% for concedido.
ASSEMBLEIA
Durante a votação pela continuidade da greve, os professores ficaram “de costas” para o proposta apresentada pelo Executivo Municipal - de 8,5% de reajuste. Em contraproposta ao valor ofertado pela Prefeitura, a ACP pediu 13,01% para jornada de 20 horas, conforme piso salarial nacional, sendo 1% em junho e julho, 2% até novembro e 3% em dezembro.