Por norma ninguém que atue no serviço público brasileiro pode receber de salário mais que R$ 33.763. No entanto, os chefes do Poder Judiciário e Procuradoria de Justiça de Mato Grosso do Sul superam, com folga, o teto estabelecido.
O presidente do Tribunal de Justiça, João Maria Lós, por exemplo, ganha, por mês, R$ 42.964,00 (pago em fevereiro). Já o comandante do Ministério Público Estadual, Humberto de Matos Brittes, recebe a bagatela de R$ 75.926,00 (pago em abril). Tais remerações dobram se comparadas ao salário da presidente Dilma, cujo rendimento mensal é de R$ 30.934,00.
Os números em questão foram publicados na última edição de Época, revista semanal, de circulação nacional. A reportagem foi sustentada em dados publicadas no portal da transparência e apuração de oito meses. Diz o material que os salários de Brittes e Lós suplantam o teto constitucional porque tanto o Poder Judiciário quanto o Ministério Público recebem até 32 benesses que engordam os “contracheques de suas excelências”.
]De acordo com a revista, Maria Lós, embora o presidente, não é o maior salário pago pela corte máxima sul-mato-grossense. Entre as remunerações de 237 magistrados - 208 juízes e 29 desembargadores - 96, ou 46% do total, ganham R$ 43.632,00.
A reportagem, de Celso Bejarano, está na edição de hoje do Correio do Estado.