Desde o ano passado, em Campo Grande somente grávidas com sífilis estão recebendo doses do antibiótico penicilina benzatina, conhecida pelo nome comercial, benzetacil. O medicamento é a melhor indicação para esta doença, que também combate a febre reumática aguda, doença auto imune que causa inflamação em todo o corpo e doença bacteriana, que afeta o coração, cérebro e articulações. A falta do produto no mercado é atribuída pelos fabricantes à escassez da matéria-prima para a confecção do produto.
Para amenizar o problema a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) de Campo Grande adquiriu de forma emergencial no começo do ano, 5 mil doses, que foram disponibilizadas nos Centros Regionais de Saúde (CRS), que atendem 24 horas e no Centro de Doenças Infecto-parasitárias (Cedip). O estoque deve durar por mais três meses. O município não recebe o antibiótico do Ministério da Saúde desde o primeiro semestre do ano passado.
O tratamento nas grávidas é importante para evitar a sífilis congênita, quando a doença é passada para a criança e ela pode nascer com retardamento mental, baixo peso, alterações na face, problemas na audição, entre outras patologias.
Outros pacientes com doenças que precisam ser tratadas com a penicilina benzatina, a Sesau recomenda o uso de remédio alternativo.
(*) A reportagem, de Gildo Tavares, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.