Enfermeiros mantém redução de atendimento e suspensão de exames, nesta quarta-feira (24), na rede municipal de saúde de Campo Grande. A categoria, que cobra reajuste salarial e retorno de plantões, sustenta não ter sido notificada de decisão judicial determinando o retorno imediato ao trabalho sob pena de multa diária de R$ 3 mil.
Conforme o presidente da Comissão de Negociação dos Trabalhadores da Enfermagem, Hederson Fritz, a paralisação permanece inalterada e não há perspectiva de negociação da parte da prefeitura.
“Ainda não fomos notificados e construímos a greve em cima das diretrizes legais. Não cometemos nenhuma infração e vamos esperar a notificação para ver o entendimento do desembargador”, pontuou.
Na segunda-feira (22), o desembargador Fernando Mauro Moreira Marinho concedeu tutela antecipada ao município para o retorno de 80% dos profissionais de enfermagem e técnicos ao trabalho. Em caso de descumprimento, multa diária de R$ 3 mil pode ser aplicada com limite de 30 dias.
Tendo em vista a não notificação, Hederson explicou que estão mantidas a redução de 30% no número de enfermeiros e técnicos em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Já no Hospital da Mulher, Pronto Atendimento Integrado (PAI) e Centros de Atendimento Psicossocial (Caps) a paralisação chega a 50%, sendo elevada a 70% no caso de Centros Regionais de Saúde (CRSs). Esta é total nas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF), não ocorrendo apenas em escalas de serviços de urgência e emergência que permanecem inalteradas.
De acordo com a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), não há balanço relativo ao impacto da paralisação iniciada no sábado (20). Por outro lado, se confirma que salas de vacina estão fechadas e a realização de exames foram suspensos.
A categoria, composta por 1 mil profissionais concursados, pretende ampliar em até cinco anos os vencimentos da enfermagem de R$ 2,1 mil para R$ 3.770 e dos técnicos de R$ 1,1 mil para R$ 2.040. Em ambos os casos a jornada é de 40 horas semanais.