Cidades

SEM FIM

Em greve há 6 dias, enfermeiros cobram apoio de vereadores

Categoria nega ter sido notificada sobre retorno ao trabalho e multa de R$ 3 mil

Redação

25/06/2015 - 09h06

Enfermeiros e técnicos de enfermagem cobram, nesta quinta-feira (25), apoio dos vereadores de Campo Grande à greve por reajuste salarial. A categoria resiste a decisão judicial que impõe o retorno de 80% dos profissionais sob pena de multa diária de R$ 3 mil.

O presidente da Comissão de Negociação dos Trabalhadores da Enfermagem, Hederson Fritz, pontuou inexistência de acordo com a prefeitura e notificação judicial durante os seis dias de paralisação. Ele ressaltou que agora a pressão será por apoio dos vereadores ao movimento que cobra reajuste salarial de 8,5% e ampliação dos vencimentos nos próximos cinco anos. 

“Vamos na sessão itinerante no Conselho Reginal de Arquitetura e Urbanismo (CAU) para apresentar a greve, que tem sofrido ameaças de demissão e é considerada ilegal quando respeitamos a lei de greve”, disse Hederson.

Para o secretário Municipal de Saúde, Jamal Salem, é “desnecessário” o pedido de reajuste no momento em que o município enfrente crise financeira. Não se descarta ampliar a multa imposta em antecipação de tutela concedida pelo desembargador Fernando Mauro Moreira Marinho, além do pedido de retorno de 100% dos profissionais aos postos de trabalho.

Estima-se que a greve tenha suspendido a realização de seis mil procedimentos na rede municipal de saúde, entre aplicação de vacinas, preventivos e curativos. A espera nas unidades de atendimento, em alguns casos, supera cinco horas.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça para mais detalhes sobre a não notificação da decisão e aguarda retorno.

PARALISADOS

Foram reduzidos em 30% o número de enfermeiros e técnicos em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Já no Hospital da Mulher, Pronto Atendimento Integrado (PAI) e Centros de Atendimento Psicossocial (Caps) a paralisação chega a 50%, sendo elevada a 70% no caso de Centros Regionais de Saúde (CRSs). Esta é total nas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF), não ocorrendo apenas em escalas de serviços de urgência e emergência que permanecem inalteradas.

A categoria, composta por 1 mil profissionais concursados, pretende ampliar em até cinco anos os vencimentos da enfermagem de R$ 2,1 mil para R$ 3.770 e dos técnicos de R$ 1,1 mil para R$ 2.040. Em ambos os casos a jornada é de 40 horas semanais.

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