A Prefeitura de Campo Grande estuda apresentar, na tarde desta quinta-feira (25), a terceira contraproposta para dar fim à greve dos professores iniciada há um mês. O movimento perdeu força e apenas 6 das 96 escolas permanecem fechadas.
Conforme o Secretário Municipal de Governo e Relações Institucionais, Paulo Matos, a perspectiva é de reunir as secretarias de Administração, Educação e Finanças e Controle para formatar proposta com “consistência técnica”. Ele, no entanto, evita adiantar o conteúdo de um possível acordo que faça frente a cobrança de reajuste de 13,01% pela categoria.
O presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), Geraldo Alves Gonçalves, aposta em uma flexibilização do município em relação ao percentual. Isso porque os professores estariam dispostos a dividir os 8,5% em “módicas prestações” até dezembro, bem como dos 4,51% faltantes entre os meses de janeiro e abril do próximo ano.
Mesmo que haja disposição de parcelamento, o secretário Municipal de Administração e interino de Educação, Wilson do Prado, disse ao Portal Correio do Estado que “como ordenador de despesa não posso dar nenhum valor”. Isso porque a prefeitura opera acima do limite prudencial previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Demissões no segmento estão sendo iniciadas para equilibrar as contas.
“Se houver proposta, será futurista em vista do cenário de crise enfrentado pelo município. Temos que ter responsabilidade, independente da questão greve”, sintetizou o secretário de Planejamento, Finanças e Controle, André Scaff.
Enquanto não se fecha acordo, professores mantém protestos em frente ao Paço Municipal e durante as sessões da Câmara Municipal de Vereadores. A assessoria da prefeitura também confirma existência de paralisação parcial de 43 escolas e o retorno das aulas em outras 45 unidades educacionais.