Cidades

INVESTIGAÇÃO

Morte de cuidadora de idosos não tinha como ser evitada, diz coordenador do Samu

Polícia solicitou gravação de atendimento e convocou médicos a depor sobre o caso

Redação

26/06/2015 - 12h22

O coordenador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Eduardo Cury, acredita que a morte da cuidadora de idosos Jaqueline dos Santos Flores, 34 anos, dificilmente seria evitada. A família acusa o serviço de negar socorro, enquanto a Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte com gravação telefônica e depoimento de médicos do Centro Regional de Saúde (CRS) da Coophavilla II.

“Entregamos a gravação hoje ao delegado. A verdade é que depois que saiu o diagnóstico da morte, a causa era inevitável por se tratar de trombose pulmonar e lamento pela família. O que se fala na gravação até justifica a solicitação do médico de usarem o mesmo veículo que voltaram [do posto], pois ela não suportaria a espera pela chegada da ambulância”, revelou Cury ao Portal Correio do Estado.

Jaqueline chegou a ficar por quatro horas em observação, na terça-feira (16), no centro de saúde da Coophavilla II. Ela teria passado mal com dores no peito e costas em casa, tendo desmaiado quando saia da unidade, porém a alta médica foi mantida. 

Seis horas depois, conforme boletim de ocorrência, o quadro se agravou e o Samu foi requisitado para realizar a transferência de retorno. Com a negativa, o carro de um vizinho foi novamente utilizado. Jaqueline, no entanto, deu entrada com parada cardiorrespiratória e morreu por volta das 22h. Ela ainda teria registro médico de fratura exposta na perna, cerca de dois meses antes, o que pode ter contribuído para a embolia pulmonar.

Médicos responsáveis pelo atendimento da cuidadora de idosos deverão prestar depoimento ao delegado da 6ª Delegacia de Polícia Civil, Bruno Urban. Familiares já teriam sido ouvidos no inquérito registrado como morte a esclarecer.

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