Cidades

Sem proposta

Sem propostas, greve se transforma em 'guerra judicial' entre prefeitura e professores

Prefeitura diz que só negociará depois de setembro e inicia demissões de profissionais

Redação

26/06/2015 - 10h33

Enquanto professores, em greve há mais de um mês, se recusam a voltar para as salas de aula sem o reajuste de 13,01% e a prefeitura afirma que não apresentará nova proposta à classe e só voltará a negociar em setembro, uma verdadeira batalha judicial é criada.

Desde o início do movimento grevista, a prefeitura entrou na Justiça com ações determinando a volta de 30% e depois 66% do efetivo às salas da aula mediante multa. Nesta semana, novas ações pediam da prisão do presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Professores (ACP), Geraldo Alves, até a proibição de manifestações em frente à prefeitura, na Avenida Afonso Pena.

Em assembleia nesta sexta-feira (26), os mais de 1 mil professores que esperavam analisar proposta enviada pela prefeitura assistem explicações jurídicas da diretoria da ACP que promete impetrar duas novas ações judiciais contra a prefeitura.

Segundo o advogado do sindicato, Ronaldo de Souza Franco, uma das ações será um mandado de segurança pedindo que a prefeitura divulgue os salários de todos os servidores municipais, incluindo os comissionais.

O pedido é uma reação depois de a prefeitura divulgar holerites de professores para revelar os salários dos profissionais.

A outra ação, segundo o advogado, trata-se de uma representação pedindo que a Justiça analise ato de improbidade administrativa contra o prefeito por não cumprir a lei do piso, sancionada em 2014 e motivo de toda a paralisação.

DEMISSÕES

Enquanto a “guerra judicial” é travada, a prefeitura afirma que o movimento grevista enfraqueceu e que apenas seis escolas estão totalmente sem aula.

O secretário de Administração e interino da Educação, Wilson do Prado, diz que não há negociação com os professores que a prefeitura inicia hoje os cortes de 300 professores, já noticiados pelo Portal Correio do Estado no início da semana.

“Nós temos 60 administrativos que irão voltar para a sala de aula. E depois de fazermos as medidas de economia, voltaremos a conversar com os professores”.

Sem nenhuma indefinição sobre a volta de 100% das escolas, os alunos que estão sem aulas terão de repor os dias parados e a paralisação pode até comprometer as férias do meio do ano.

CAMPO GRANDE

Servidor municipal terá 9 dias de folga no fim do ano, em escala de revezamento

Quem vai trabalhar na semana do Natal irá folgar na semana do Ano Novo e vice-versa

05/11/2026 11h48

Fachada da Prefeitura Municipal de Campo Grande, localizada na avenida Afonso Pena

Fachada da Prefeitura Municipal de Campo Grande, localizada na avenida Afonso Pena Gerson Oliveira

Continue Lendo...

Rio Verde de Mato Grosso

Idoso de 85 anos morre após incêndio em residência

Suspeita é de que houve curto-circuito em ventilador localizado em um dos cômodos

05/11/2026 11h15

Fogo teria sido causado por curto-circuito em ventilador

Fogo teria sido causado por curto-circuito em ventilador Foto: Reprodução / Enfoque MS

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).