O Ministério Público Estadual se manifestou contra o julgamento de Thiago Angêlo Lima em Júri Popular, declarando que o crime ocorreu com dolo eventual – quando não há intenção de matar, mas assume-se o risco.
Conforme o ofício, o julgamento na Vara Especializada do Júri só se justifica em situações em que o dolo é comprovado, o que, segundo o promotor de justiça Humberto Lapa Ferri, não é caso. O juiz tem até o dia 8 de julho para decidir se aceita ou não o pedido do Ministério Público.
A hipótese de crime doloso foi levantada durante a elaboração do boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil e se manteve até o encaminhamento da denúncia ao Ministério Público. Na ocasião, o delegado responsável pelo caso, Miguel Said, detalhou que Tiago assumiu ter empinado a motocicleta que conduzia pouco antes do local do acidente e tinha histórico de direção perigosa.
O CASO
Thiago Lima é acusado de ter provocado o acidente que causou a morte da namorada Victória Nunes Fretes, de 17 anos. O caso aconteceu no dia 18 de janeiro deste ano, quando o jovem empinou a motocicleta nas proximidades do Horto Florestal em Campo Grande. A garota, que estava na garupa, foi arremessada no córrego e acabou morrendo no hospital.