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Com Obama, Dilma promete reflorestamento e rever matriz energética

Com Obama, Dilma promete reflorestamento e rever matriz energética

Redação

30/06/2015 - 12h52
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O governo brasileiro reafirmou com os EUA a intenção de reduzir as emissões de gases que provocam o aquecimento global e comprometeu-se a restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas até 2030.

Em comunicado conjunto divulgado na manhã desta terça-feira (1º), o Brasil se compromete a "implementar políticas com vistas à eliminação do desmatamento ilegal, em conjunto com o aumento ambicioso de estoques de carbono por meio do reflorestamento e da restauração florestal.

Para tanto, o Brasil pretende restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas até 2030." O país também estabelece como meta atingir em 2030 uma participação de 28% a 33% de fontes renováveis (eletricidade e biocombustíveis), além de geração hidráulica.

Dilma chegou às 10h20 desta terça na Casa Branca para reunião de trabalho com Obama no Salão Oval. Veio acompanhada dos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, Desenvolvimento, Armando Monteiro, Agricultura, Katia Abreu, Ciência e Tecnologia Aldo Rebelo, e Izabella Teixeira, do Meio Ambiente.

A maior prioridade do presidente Obama era um anúncio conjunto com o Brasil de metas de redução de emissões, em antecipação à conferência do clima de Paris, que ocorre no final do ano.

O anúncio deve ficar aquém do desejado pela Casa Branca, que queria um acordo semelhante ao feito com a China em novembro do ano passado. Mas é mais ambicioso do que o governo brasileiro pretendia e é encarado como uma possibilidade de "agenda positiva" para Dilma neste momento.

O plano proposto em um comunicado conjunto, a ser apresentado pela presidente Dilma Rousseff após encontro com Obama, detalha compromissos assumidos anteriormente pelo Brasil e os apresenta dentro do conceito de metas, uma demanda antiga de governos de outros países e organizações ambientais.

Porém, a versão previamente entregue a jornalistas nesta terça traz poucos avanços em relação à mudança da matriz energética e não define metas e prazos para redução de emissões e do desmatamento ilegal.

Tampouco contém a informação dada à imprensa na noite de segunda (29) por integrantes do Ministério do Meio Ambiente, que haviam dito que o Brasil se comprometeria a chegar ao desmatamento zero até 2025.

No texto conjunto, o governo brasileiro afirma que "buscará políticas para erradicar o desmatamento ilegal", mas não traz números nem prazos além da meta de reflorestamento.

A proposta de erradicar o desmate ilegal, sem prazo, já constava em planos anteriormente divulgados. Em entrevista, o assessor sênior da Casa Branca Brian Deese disse que o Brasil prometeu estabelecer em breve esses padrões.

"Nós continuaremos a nos empenhar para que cheguemos a um número. Destinaremos nossos esforços para ajudá-los no que precisarem. Eu diria que eles estabelecerão um alvo consistente com sua ambição de reflorestamento".

Ainda sobre preservação das florestas, os governos se comprometeram a elevar a produtividade agrícola para evitar derrubada de novas árvores e defender formas de manejo sustentável dos recursos florestais.

As metas para a matriz energética também foram pouco ambiciosas. Os EUA estimam elevar para 20% a parcela de fontes renováveis (exceto hidrelétrica) até 2030. O compromisso é o mesmo anunciado em acordo com a China.

No caso brasileiro, o compromisso é chegar à faixa entre 28% e 33% até 2030. Porém, o país já está neste patamar desde 2012, quando conseguiu alcançar 28,6% de energia vinda de fontes renováveis.

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