A equipe técnica do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) – responsável a partir desta terça-feira (30) pelos cuidados dos peixes do Aquário do Pantanal – está avaliando as condições em que os animais estão sendo mantidos e se há necessidade de comprar mais aquecedores, para evitar mais mortes.
O diretor de licenciamento do órgão, Ricardo Éboli, não especificou as causas de milhares de peixes em junho, mas que não foi feita preparação para o inverno e que há preocupação para que não haja mais mortandade. Ainda conforme o diretor, nos próximos 10 dias ficará pronto um relatório informando a quantidade de peixes que estão nos reservatórios da Polícia Militar Ambiental (PMA).
Já o presidente da Anambi Análise Ambiental, Geraldo Augusto da Silva, disse que morreram entre 6 e 7 mil e que, entre comprados e capturados, são 21 mil peixes. Conforme Geraldo, o governo gastou R$ 3 milhões com a manutenção desses peixes que, segundo ele, teriam morrido por decorrência do atraso da obra, pois os peixes eram para estar em janeiro deste ano no Aquário e não havia planejamento para a chegada do inverno.
A reportagem do Correio do Estado apurou que dos 12,5 mil peixes que estavam nos tanques da PMA, apenas 2,5 mil sobreviveram. O restante morreu por frio, doenças ou durante o transporte.
COMISSÃO
Os deputados que integram comissão para fiscalizar o andamento do Aquário do Pantanal visitaram na tarde desta terça-feira (30) o reservatório dos peixes. O presidente da comissão, Lídio Lopes (PEN), informou que o próximo passo é verificar com a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de MS (Fundect) se o objeto do contrato está sendo cumprido. Os deputados também irão apurar junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) os motivos da obra estar emperrada, sendo que o dinheiro foi liberado.
AQUÁRIO
O empreendimento, que deveria estar pronto no ano passado, ao custo de R$ 84,7 milhões, recebeu R$ 300 milhões e só será inaugurado em 2016.
RESCISÃO
Por meio de nota à imprensa, o governo informou ontem que irá encerrar o contrato de R$ 5,2 milhões com a Anambi. Nesta terça, o governador disse que a empresa poderá responder na Justiça pela morte dos peixes.