Em contraste com as pessoas encasacadas que vemos pela rua durante o frio do inverno, os belos e típicos Ipês campo-grandenses não se intimidam e dão o ar da graça na Capital Morena.
A leitora do Portal Correio do Estado, Ana Gomes, enviou a imagem da esquina da Avenida Afonso Pena com a Rua Padre João Crippa, onde a calçada foi tomada pelas belas flores rosadas. (Envie sua foto para (67) 9971-4437)
Foto: Ana Gomes
SOBRE O IPÊ
Segundo o biólogo, Marco de Barros Costacurta, a planta sempre se destaca todo ano, neste mesmo período. “Ela precisa de algum tempo sem chuva e baixa umidade relativa do ar”, justifica. Outra curiosidade é que a Capital vai ficando colorida aos poucos. “A cidade está cheia de ipês rosas e amarelo. Logo mais surgem os roxos e depois os brancos. A florada ocorre de acordo com a característica da espécie, em resposta do clima. São os estímulos externos, como déficit hídrico, exposição solar, entre outras. E, quanto mais rigoroso o inverno, maior será sua florada”, justifica.
Podendo chegar a até 30 metros de altura, a árvore perde todas as folhas até ficar florida por completo. “Esse espetáculo pode prolongar de acordo com a questão climática”. Após a polinização das flores, elas caem e em seu lugar, caso polinizadas, surgem os frutos que ocorrerá por volta de outubro ou novembro.
Existem mais de 100 espécies de ipês e as plantas também não nativas em parte da Argentina e Paraguai. Nas cidades ou elas são plantadas, ou não foram cortadas por causa da sua beleza. Elas também são confundidas com as paineiras, por causa do porte, da cor similar das flores e época de floração.
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