Em nota oficial divulgada na manhã desta quinta-feira (9), o Governo do Estado afirmou que os quatro servidores alvo da Operação Lama Asfáltica, feita pela Polícia Federal, Controladoria Geral da União (CGU) e Receita Federal, já foram suspensos das funções em razão de ordem judicial.
Conforme a nota, os mandados de busca e apreensão e toda a operação é referente ao ano de 2014 “portanto, à gestão anterior, não tendo relação com o atual Governo”.
O Governo afirma ainda que além de ter suspendido os funcionários da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) por conta da ordem judicial, também vai “tomar todas as providências administrativas cabíveis para averiguar os fatos e garantir a lisura de todos os procedimentos realizadas pelo órgão”.
Segundo apurou a reportagem, entre os funcionários suspensos está Wilson Roberto Mariano de Oliveira, conhecido como Beto Mariano, ex-prefeito de Paranaíba e amigo pessoal de Edson Giroto, também alvo da operação.
OPERAÇÃO
De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram em 2013 e apontaram existência de esquema de superfaturamento de obras “mediante prática de corrupção de servidores públicos e fraudes a licitações, ocasionando desvios de recursos públicos”. A organização criminosa atua no ramo de pavimentação de rodovias, construção de vias públicas, coleta de lixo e limpeza urbana.
Ainda conforme a investigação, foram identificadas “vultuosas doações” de campanhas à candidatura de um dos principais envolvidos. Segundo apurou a reportagem, trata-se do ex-diretor da Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos (Agesul), Edson Giroto. A casa dele, inclusive, é um dos alvos dos 19 mandados de busca e apreensão.
A casa do empresário João Amorim, assim como da secretária e sócia dele, Elza Cristina Araújo dos Santos, e do genro, Luciano Dolzan – dono da LD Construções, também são alvo de buscas dos policiais.
A sede da Secretaria de Infraestrutura do Governo (Seinfra) também é alvo dos mandados de busca e os funcionários foram dispensados do serviço. Além das buscas, a PF também cumpre quatro ordens de afastamento de servidores estaduais.
Participam da operação 80 policiais federais, 13 servidores da CGU e 25 da Receita Federal.