A Operação "Lama Asfáltica" – que apura fraudes em licitações que causaram rombo de R$ 11 milhões nos cofres públicos -, realizada pela Polícia Federal (PF), Receita Federal e Controladoria-Geral da União (CGU), apreendeu R$ 736,6 mil com os investigados (Além do empresário João Krampe Amorim (dono da Proteco), o que mais conquista licitações do Governo e da Prefeitura, ex-secretário de obras, Edson Giroto, e servidores do Governo do Estado também são alvo da operação), sendo 100 mil dólares, 3 mil euros, R$ 210 mil em notas e R$ 195 mil em cheques. No total, foram 19 mandados de busca e apreensão.
João Amorim chegou a ser detido, mas pagou fiança de R$ 10 mil e foi liberado. Segundo seu advogado, Benedito Figueiredo, os agentes encontraram duas armas antigas na casa de seu cliente. Ainda conforme o advogado, elas possuem registro na polícia, mas estavam expirados.
As informações foram repassadas em coletiva para divulgar o balanço das ações da manhã desta quinta-feira (09), pelos delegados Antonio Knoll, da regional de combate ao crime organizado, Flávio Cunha de Barros, da Receita de Campo Grande e por Israel Carvalho, coordenados geral de operações da CGU.
O que motivou as investigações foi o domínio do mesmo grupo empresarial sobre as licitações. Segundo o delegado Antonio Koll, sempre as mesmas empresas venciam os contratos.
Isso acontecia porque, segundo as investigações, os editais de licitações eram direcionados para que determinadas empresas ganhassem. Cláusulas impossíveis de outras empresas cumprirem eram adicionados. Ao todo, são três obras investigadas na operação: Aterro sanitário de Campo Grande – vencido pela Solurb e a pavimentação da rodovia MS-430 (inaugurada ano passado, ela liga Rio Negro a São Gabriel do Oeste) e Avenida Lúdio Coelho, na Capital.
INVESTIGADOS
Conforme as autoridades, as investigações não tiveram ações contra pessoa. Os investigados não têm qualquer tipo de restrição como bloqueio de bens. O envolvimento de cada um ainda será apurado.
Os crimes envolvidos são: corrupção ativa e passiva, organização criminosa sonegação fiscal, peculato e lavagem de dinheiro.
PREJUÍZO MILIONÁRIO
Os R$ 11 milhões de prejuízo divulgados são referentes a desvio de recursos e sobrepreço das obras, que teriam causado esse rombo nos cofres públicos.
OPERAÇÃO
De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram em 2013 e apontaram existência de esquema de superfaturamento de obras “mediante prática de corrupção de servidores públicos e fraudes a licitações, ocasionando desvios de recursos públicos”.
*Atualizada às 19h41min