Uma das obras alvos da Operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal, a rodovia MS-430, foi executada pela Proteco, do empreiteiro João Krampe Amorim, em parte com recursos federais, mais especificamente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além da rodovia, outras duas obras foram investigadas: a Avenida Lúdio Martins Coelho, em Campo Grande, e o aterro sanitário, também na Capital. Até o momento, o prejuízo constatado foi de R$ 11 milhões aos cofres públicos, mas esse valor pode ser muito maior.
Nesta quinta-feira (9), quando a PF cumpriu mandados em Campo Grande – 19 no total – o empresário João Amorim e outras três pessoas chegaram a ser presas por porte ilegal de arma. Os agentes encontraram duas armas antigas na casa de Amorim, que pagou R$ 10 mil de fiança e foi liberado. O ex-deputado estadual e ex-prefeito de Paranaíba, Wilson Roberto Mariano de Oliveira, o Beto Mariano, e o engenheiro civil Marcos Tadeu Inciso Puga, também foram flagrados com armas e foram detidos. Eles pagaram R$ 8,8 mil de fiança e foram soltos.
SERVIDORES AFASTADOS
Conforme apurado pela reportagem, quatro servidores da Agesul foram afastados por determinação judicial, a princípio, por dois meses, são eles: Wilson Roberto Mariano de Oliveira, Hélio Yudi Komiyama, Marcos Tadeu Enciso Puga e Márcia Alvarez Machado Cerqueira. O governador Reinaldo Azambuja, porém, havia informado que eram seis servidores, mas o nome dos outros dois ainda estão sob sigilo.
INVESTIGAÇÕES
O que motivou as investigações foi o domínio do mesmo grupo empresarial sobre as licitações. Segundo o delegado Antonio Knoll, sempre as mesmas empresas venciam os contratos.
De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram em 2013 e apontaram existência de esquema de superfaturamento de obras “mediante prática de corrupção de servidores públicos e fraudes a licitações, ocasionando desvios de recursos públicos”. A organização criminosa atua no ramo de pavimentação de rodovias, construção de vias públicas, coleta de lixo e limpeza urbana.