Dos 27 contratos apreendidos do Governo do Estado durante a operação Lama Asfáltica da Polícia Federal, dez, referentes a terceirizações de rodovias ainda estavam em andamento. Eles serão assinados normalmente no próximo dia 22 de julho. Isso porque segundo o governador Reinaldo Azambuja, tratam-se de empresas que não estão sob investigação.
“Estamos reunindo nossos procuradores com procuradores do Ministério Público Federal, primeiro para ter acesso aos processos, que chegaram. Nós estamos analisando todos os contratos”, declarou o governador durante agenda nesta segunda-feira (20). Segundo ele, os contratos encerrados já haviam sido pagos pela gestão anterior e as empresas que venceram as novas licitações não foram alvos da investigação “São outras empresas que vão fazer esse trabalho”, completou.
Azambuja não descartou a possibilidade de atraso nas obras. “É possível, se tem uma investigação. Mas nós vamos analisar processo por processo para que não tenha nenhum prejuízo para a população”, declarou.
Na semana passada, o governador já havia cogitado a paralisação de alguns contratos até o esclarecimento do envolvimento do empresário João Amorim, dono de empresas como LD Construções e Proteco, com o esquema de fraude em licitações e superfaturamento de obras que causaram prejuízos de R$ 11 milhões aos cofres públicos.
As empresas de João Amorim são vencedoras de licitações de obras em Mato Grosso do Sul, com contratos tanto com o Governo do Estado quanto com a Prefeitura de Campo Grande.