Cidades

Investigação

Prefeito diz saber de coisas "equivocadas" na diretoria do Instituto Mirim

Investigação foi aberta hoje pelo Ministério Pùblico Estadual

Redação

21/07/2015 - 09h46

Depois de aberta investigação do Ministério Público Estadual (MPE) para apurar irregularidades da antiga diretoria do Instituto Mirim de Campo Grande, o prefeito Gilmar Olarte (PP) disse, nesta terça-feira (21), que há “coisas, no mínimo, equivocadas” na gestão do Instituto.

Em agenda pública nesta manhã, Olarte afirmou que a administração sabe que houve problemas envolvendo a diretoria do Instituto Mirim.

“A orientação nossa é de que seja apurado pois o erário público precisa ser respeitado e o Mirim é mantido com recursos da prefeitura”.

Ainda segundo o prefeito, se as investigações chegarem a indícios de desvios de dinheiro, os valores deverão ser devolvidos aos cofres públicos.

APURAÇÃO

A apuração é liderada pelo promotor Alexandre Pinto Capiberibe Saldanha, da 30ª Promotoria de Justiça de Patrimônio Público, e foi aberta nesta terça-feira (21).

De acordo com o inquérito, a apuração irá investigar “eventuais irregularidades na administração anterior à da atual diretoria do Instituto Mirim de Campo Grande”.

DIRETORIA

Em março, Gilmar Olarte enviou à Câmara de Campo Grande um projeto de lei para poder “retomar” o Instituto Mirim de Campo Grande, que foi desvinculado da prefeitura em 2011, na gestão do ex-prefeito Nelsinho Trad.

O objetivo do atual prefeito também era resgatar o controle da instituição de seu antecessor, Alcides Bernal, cujos aliados estão na diretoria da entidade e também pôr fim às turbulências no local, que chegou a enfrentar greve.

Alguns repasses, segundo a entidade, não eram feitos desde setembro, mas a situação se agravou em novembro, quando com o fim do convênio entre as partes, a prefeitura deixou de repassar os quase R$ 400 mil mensais. A administração municipal alegava que não fazia o repasse porque o convênio estava vencido desde 21 de novembro e o instituto pedia a renovação, que não era feita.

A disputa pelo Instituto Mirim, que fatura em média R$ 2,1 milhões por mês por meio de convênios com instituições públicas e privadas é o principal fator que tem motivado paralisações e protestos desde novembro do ano passado. De um lado, a direção do instituto, ligada a Bernal, tem acusado Olarte de não repassar verba, e de outro, o município, ainda que indiretamente, responsabiliza a atual gestão do Mirim pelas atuais turbulências que a instituição vem passando.

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