De janeiro de 1975, aos 21 anos de idade, até 2013, o empreiteiro João Alberto Kramer Amorim dos Santos, hoje com 62 anos, apontado pela Polícia Federal como chefe da organização criminosa que dominava um esquema de corrupção por meio de fraudes em licitações públicas, fundou 9 empresas em Campo Grande, entre elas sete não existem mais.
O segmento preferido de Amorim, como é mais conhecido no meio empresarial e político, é a construção civil, embora tenha-se aventurado como dono de confecção de roupa e pousada no Pantanal.
Entre os anos 1980 e 1990, João Amorim chegou a chefiar três construtoras, as quais era sócio. Para a polícia, fechamento e a abertura de outra empresa é prática habitual entre empreiteiros mal intencionados.
Dos dois negócios de Amorim que prosperaram nas quatro últimos décadas um é a Proteco Construções Ltda, construtora tida como a pivô da operação Lama Asfáltica, deflagrada duas semanas atrás, em Campo Grande.
A empresa, para a PF, seria o eixo da organização.
(*) A reportagem, de Celso Bejarano, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.