Dentro de 15 dias o novo contrato de tapa-buraco de Campo Grande será licitado. Com o novo conceito a prefeitura pode gastar cerca de R$ 700 mil por mês para a locação de quatro máquinas TBM 5000, equipamento projetado e construído para a conservação e manutenção de pavimentos asfálticos. Apesar da tecnologia canadense prometer uma revolução no método aplicado atualmente, a promessa de cancelamento dos contratos com as empreiteiras responsáveis pelo serviço não será cumprida. Resumindo, o município irá gastar mais para manter a operação, já que vai manter os contratos antigos - que incluem empresas investigadas pela Polícia Federal, como a Proteco e a LD - e ainda alugar novos equipamentos.
O secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha), Valtemir de Brito, explica que a implementação da tecnologia será feita aos poucos para não paralisar o serviço. “Estamos iniciando com uma equipe da secretaria, nos principais corredores da cidade. A partir daí a gente começa a expandir os trabalhos. Não tem como parar todo o serviço se estaremos testando um novo. Os atuais contratos vão continuar até que sejam licitado os novos”, justificou.
(*) A reportagem, de Gabriela Couto, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.