Francimar Câmara Cândido, acusado de matar a tiro o professor de informática Bruno Soares Santos, 29 anos, e outras cinco testemunhas de defesa foram ouvidas nesta quarta-feira (29) pela Justiça.
Segundo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS), Francimar confessou o crime, mas disse que não tinha intenção de matar o professor e queria apenas assustá-lo. Segundo versão do acusado, o vítima teria ido em sua direção, ele pensou que seria agredido e a arma disparou, por acidente.
Ainda segundo o TJ, todas as testemunhas ouvidas confirmaram a versão de que a vítima teria assediado a mulher do acusado.
As partes envolvidas no processo têm cinco dias para apresentar alegações finais e, em seguida, será proferida a sentença, que decidirá se o acusado será levado a juri popular ou não.
O CASO
Francimar entrou na escola de informática onde a vítima trabalhava, na Rua Maracaju, no centro da Capital, se identificou com o próprio nome e perguntou para a recepcionista sobre Bruno. Ao confirmar quem era o professor, ele voltou para o carro, pegou uma arma e voltou para a sala onde o professor estava. O acusado efetuou um disparo, que acertou a axila da vítima, que morreu no local.
A motivação do crime teria sido por vingança. O acusado é marido de uma funcionária da empresa, que registrou boletim de ocorrência alegando ter sido molestada por Bruno.