De novembro de 2012 a junho deste ano, período de dois anos e sete meses, o repasse contratual da prefeitura de Campo Grande com o consórcio Solurb, emprendimento que cuida da coleta do lixo da cidade, subiu de R$ 4,3 milhões mensais para R$ 14,3 milhões, variação de 232%.
Se levado em conta a disparada da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, durante a temporada em questão, que bateu a casa dos 21,3%, o acréscimo imposto pela concessionária ficou 11 vezes mais caro.
Isto se o aumento da cota mensal da concessionária fosse regulado pela inflação.
Indo por este cálculo, o custo da coleta do lixo deveria girar em torno de R$ 5,2 milhões, R$ 9,1 milhões inferior à mensalidade estabelecida no mês passado.
Os R$ 14,3 milhões que saíram dos cofres da prefeitura para pagar o consórcio Solurb constam na página 36 da edição do dia 24 de julho, semana passada, do Diário Oficial do município.
*A reportagem, de Celso Bejarano, está na edição de hoje do Correio do Estado.