Cidades

Quase 2 meses

Prefeitura diz que greve é política e pede corte de ponto de professores

Em petição feita à Justiça, Executivo afirma que greve é "bancada" por vereadores

Redação

06/08/2015 - 11h11

A prefeitura de Campo Grande solicitou à Justiça que os professores grevistas que paralisaram as atividades há quase dois meses não recebam os salários referente aos dias de greve. A prefeitura também afirma, no pedido judicial, que a greve tem motivação política e estaria sendo “bancada por vereadores da oposição”.

A petição foi feita pela procuradoria-jurídica da prefeitura no último dia 31 de julho, mas só foi juntada ao processo na última semana. O Executivo pede que a Justiça declare ilegalidade no movimento grevista e que com o corte dos pontos dos funcionários que aderiram ao movimento, os dias sejam descontados da folha de pagamento.

Para a prefeitura, a greve tem motivação política, na petição, a situação é exposta. “A greve está sendo literalmente bancada por vereadores da oposição, ou seja, por quem tem interesse político no desgaste do Chefe do Executivo e que utilizam os educadores para tanto”, afirma a procuradoria-geral da prefeitura.

O pedido foi encaminhado ao desembargador Romero Osme Dias Lopes e ainda não houve análise.

GREVE

Depois de reunião realizada ontem (5) entre o prefeito, professores e vereadores, uma nova assembleia entre os profissionais foi realizada e a continuidade da paralisação aprovada.

No encontro, a prefeitura não fez nova proposta e justificou a ação em razão da dificuldade financeira, que impede reajuste salarial aos servidores. A prefeitura prometeu só voltar a negociar em setembro. 

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