Cidades

Agesul

Engenheiro investigado na Lama Asfáltica é excluído de obra

Exclusão foi publicada na edição desta quinta-feira do DOE

Redação

13/08/2015 - 10h11

Engenheiro que atuou nos últimos anos na supervisão de obras de rodovias em todo o Estado, Marcos Tadeu Puga teve responsabilidade técnica excluída de obra orçada em R$ 4,7 milhões. A exclusão foi publicada nesta quinta-feira (13) pelo diretor da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Marcelo Miglioli.

O contrato em questão foi firmado na última segunda-feira (10) entre a Agesul e a empreiteira RR & Cia LTDA. Para manter rodovias da região de Corumbá por 1 ano, a empresa receberá R$ 4.799.000,70 milhões.

Um dos responsáveis técnicos por fiscalizar as obras seria o engenheiro Marcos Puga, que foi afastado da função depois de ter envolvimento com o esquema de fraude de licitações revelado pela Operação Lama Asfáltica, no mês passado.

No termo aditivo do contrato publicado hoje, a Agesul excluiu responsabilidade técnica de Puga nesse contrato, o engenheiro Hilário Horta será o único responsável pela supervisão.

LAMA ASFÁLTICA

De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram em 2013 e apontaram existência de esquema de superfaturamento de obras “mediante prática de corrupção de servidores públicos e fraudes a licitações, ocasionando desvios de recursos públicos”. A organização criminosa atua no ramo de pavimentação de rodovias, construção de vias públicas, coleta de lixo e limpeza urbana. 

Ainda conforme a investigação, foram identificadas “vultuosas doações” de campanhas à candidatura de um dos principais envolvidos. Segundo apurou a reportagem, trata-se do ex-diretor da Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos (Agesul), Edson Giroto. A casa dele, inclusive, é um dos alvos dos 19 mandados de busca e apreensão.

A casa do empresário João Amorim, assim como da secretária e sócia dele, Elza Cristina Araújo dos Santos, e do genro, Luciano Dolzan – dono da LD Construções, também são alvo de buscas dos policiais.

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