Com o ritmo do mercado de imóveis desacelerado, até o segmento que atende clientes de alto padrão precisou aprender a incluir no vocabulário a palavra crise. Mesmo não sendo diretamente afetado, os profissionais do setor explicam que toda a cadeia de vendas é prejudicada quando uma parte é atingida.
“É uma roda isso (mercado imobiliário): se você tira um pedaço, vai travando tudo”, explica o presidente do Secovi-MS (Sindicato da Habitação), Marcos Augusto Netto. Proprietário de imobiliária, Claudemir Neves, acrescenta que o mercado de alto padrão não foi muito prejudicado pela crise financeira, mas que sofreu uma “pequena redução nas vendas”. Isso por que “às vezes esse tipo de cliente precisa vender um ou vários antigos para comprar um novo”.
Entre maio e junho, os profissionais do setor imobiliário enfrentaram queda estimada de até 70% nas vendas (dependendo do segmento). A situação econômica do País e as restrições para liberação de financiamento de imóveis usados anunciadas pela Caixa Econômica Federal em maio são apontadas como principais fatores para a queda no movimento.
(*) A reportagem de Paula Vitorino está na edição de hoje do Correio do Estado.