Cidades

DÉCADA DE 90

Prédio abandonado no Indubrasil já foi grande moinho de trigo

Produção atendia, principalmente, panificadores e indústria de massas da cidade

Redação

26/08/2015 - 06h00

Quem sobrevoa o Núcleo Industrial ou visita o distrito do Indubrasil, de longe vê um grande prédio marrom abandonado. A edificação majestosa que já foi na verdade um dos maiores moinhos de trigo do país literalmente afundou. Fundado em 1993, pelo grupo Carpefe S.A com maquinário importado da Suíça e processamento de trigo de diferentes variedades, a produção do Moinho atendia o segmento industrial, principalmente a panificação e a indústria de massas e biscoitos e o segmento doméstico, produzindo farinhas de trigo especial com a marca Ideal.

O fornecimento de farinha de trigo do Moinho Campo Grande se estendia a várias regiões do Brasil. O Mato Grosso do Sul consumia 180 mil toneladas por ano e os outros Estados: Roraima, Acre, Mato Grosso, São Paulo e Paraná, consumiam 120 mil toneladas por ano.

Apesar disso o Moinho fcou caracterizado como um grande “elefante branco” no distrito. Isso porque mesmo após os investimentos do grupo mineiro, o prédio teve problemas e a construção afundou. O fato trouxe prejuízos milionários a Carpefe, como lembra o empresário do setor metalúrgico Irineu Milanesi, 74 anos, que há pelo menos 50 atua no ramo industrial e viu muito da industrialização de Campo Grande. “Por falhas nas pesquisa as variedades de trigo não tiveram boa adaptação em solo sul-mato-grossense. Além disso por problemas no solo, o prédio afundou”, destaca.

Em 1995, foi adquirido pela Santista Alimentos, empresa do grupo Bunge, atual Bunge Alimentos.

O Moinho Campo Grande foi desativado pelo grupo Bunge em outubro 1999. Hoje o prédio está condenado.

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