Cidades

Índios e produtores

Força-tarefa em região de conflito terá PF, Exército e forças de segurança do Estado

Fazendas localizadas em Antônio João foram invadidas por índios no fim de semana

Redação

28/08/2015 - 12h03

A invasão de cinco fazendas localizadas em Antônio João, distante 402 quilômetros de Campo Grande, vai mobilizar forças de segurança para solução do conflito. Pelo menos essa é a expectativa do Governo do Estado. Produtores rurais e representantes do Governo do Estado estão reunidos para discutir o assunto.

Segundo o secretário de Governo do Estado e ex-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Riedel, na próxima segunda-feira (31) haverá reunião entre representantes da Polícia Federal, Exército e forças de segurança estaduais.

“Vamos organizar essa resposta para a região de fronteira com o Paraguai”, disse Riedel ressaltando a atuação em conjunto para solução do problema.

Segundo o secretário de Segurança do Estado, Silvio Maluf, há denúncias, praticamente comprovadas, de que índios paraguaios participaram das invasão e continuam nas propriedades.

IMPACTO

O presidente da Famasul, Maurício Saito, afirma que a invasão atual de 95 fazendas em 28 municípios do Estado causa impacto médio a 26% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso do Sul. Isso porque as áreas invadidas produziriam o equivalente aos 26%.

Na última quarta-feira (26), Saito e comitiva estadual estiveram em Brasília para agenda com o Ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, no entanto, o ministro não pode comparecer.

“Não houve indignação em o ministro não poder nos receber, mas permanece o fato de o Governo Federal ainda ter que nos dar uma resposta”, completou.

ROTINA

Produtora rural da Fazenda Barra, em Antônio João, Luana Ruiz afirma que as invasões são usadas pelos indígenas para levar o medo aos produtores. “Não podemos aceitar esbulho e confisco sem o devido processo”.

Lucio Demalia, de 47 anos, produz soja e milho em Douradina e afirma que não existe invasão pacífica porque tudo é orquestrado e atinge sempre propriedade que o dono mora fora ou que está arrendada.

“O produtor fica atado enquanto eles ficam provocando e colocam mulheres e crianças de barreira em uma situação armada”.

Participam da reunião na Famasul o senador Waldemir Moka (PMDB), deputados federais, Elizeu Dionísio (SD), Tereza Cristina (PSB) e os estaduais Beto Pereira (PDT), Marcio Fernandes (PTB), Eduardo Rocha (PMDB), Mara caseiro (PT do B) e Zé Teixeira (DEM).

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