Mais de dois anos e sete meses depois da tragédia que vitimou 242 pessoas, a Justiça do Rio Grande do Sul condenou nesta terça-feira (1º) o primeiro réu no processo criminal sobre o incêndio na boate Kiss. Trata-se do major Gerson da Rosa Pereira, ex-chefe do Estado Maior do 4º Comando Regional do Corpo de Bombeiros.
O militar foi sentenciado pelo juiz Ulysses Louzada, responsável a seis meses de detenção, pena que pode ser convertida em prestação de serviços à comunidade. A defesa do major informou que vai recorrer da decisão.
Gerson Pereira, juntamente com o sargento Renan Severo Berleze, foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por fraude processual. Os dois encaminharam a Polícia Civil documentos que não faziam parte do plano de prevenção contra incêndio da boate.
Em novembro, o bombeiro Renan aceitou a suspensão condicional do processo em troca do pagamento de dois salários mínimos e do comparecimento à justiça a cada três meses durante dois anos. Gerson não aceitou o mesmo acordo o processo prosseguiu na Justiça.
Na esfera criminal, outros quatro réus respondem na Justiça por homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual. São eles os sócios da boate, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, além de dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos e o funcionário Luciano Bonilha Leão.