Projeções mais pessimistas, ou realistas do secretário municipal de administração, Ricardo Ballock, revelam que o pagamento de salários dos servidores públicos municipais de Campo Grande pode ser efetuado de forma escalonada até os primeiros meses de 2016.
Sem perspectivas de melhoria na arrecadação municipal, dada a obrigatoriedade de redução do índice de comprometimento dos recursos com a folha de pagamento, conforme o secretário, ainda é necessário reduzir cerca de R$ 10 milhões no custeio mensal da máquina pública.
A folha de agosto, cujo pagamento será feito em setembro, fechou em aproximadamente R$ 95 milhões, ainda além do que é recomendado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, cujo limite prudencial é de 51,3% da receita corrente líquida da Capital.
Ocorre que o mesmo dispositivo legal dá prazo de três quadrimestres para derrubada do índice, prevendo inclusive medidas drásticas como exoneração de 20% dos funcionários comissionados e, caso necessário, também dos efetivos, do mais recente para o mais antigo, sob pena de cometer improbidade administrativa.
(*) A reportagem, de Lucas Junot, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.