Por trás da batalha pela terra com histórico de índio morto assassinado que acontece em Antônio João, município de 8.679 moradores e que fica a cerca de 300 quilômetros de Campo Grande, já na fronteira com o Paraguai, esconde-se a miséria em que vivem os indígenas da etnia guarani-kaiowá.
Na aldeia Ñhanderu Marangatu e na Vila Campestre, poeirentos vilarejos, a oito quilômetros do centro da cidade, vivem cerca de 1.200 índios todos na linha abaixo da pobreza e em alguns casos a única renda de famílias inteiras são subsídios pagos pelo Governo Federal.
Além da falta de recursos para sobreviver, os moradores das localidades não contam com infraestrutura básica como saneamento e água encanada, o que poderia evitar muitas doenças, como a diarreia, distúrbios constantes principalmente entre as crianças índias.
*A reportagem, de Gildo Tavares, enviado especial a Antônio João, está na edição de hoje do Jornal Correio do Estado.