Cidades

Ânimos exaltados

Discussão por merenda termina em "guerra de apelidos" entre vereadores

Discussão por merenda <br>termina em "guerra de <br>apelidos" entre vereadores

Redação

10/09/2015 - 12h16

Requerimento de informações sobre merenda escolar vencida teve ânimos exaltados entre vereadores, nesta quinta-feira (10), na Câmara Municipal de Campo Grande. Houve até “guerra de apelidos” em meio as cobranças, depois de denúncia revelar perda de uma tonelada de alimentos em depósito da prefeitura.

No texto, Chiquinho Telles (PSD) ressaltou ser necessário informar relação de alimentos, data de fabricação, vencimento e os possíveis responsáveis pelo prejuízo aos cofres públicos. Ele ainda questionou o fato de se pensar em contratos emergenciais e disse que a base aliada ao prefeito Alcides Bernal (PP) não estaria disposta a passar o pedido.

Marcos Alex (PT) rebateu ao afirmar que reunião, prevista para sexta-feira (11), pretende esclarecer os fatos na base do diálogo. O encontro pode ocorrer, a partir das 9h, no gabinete do prefeito.

Ao questionar os colegas por não cobrar antes a regularidade e qualidade das merendas, Luiza Ribeiro (PPS) provocou ira ao citar o prefeito afastado, Gilmar Olarte (PP), como “goiano”. O apelido consta em investigação por corrupção ativa e lavagem de dinheiro conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Indignado Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), deu brecha à guerra com uso de apelidos ao cunhar a vereadora como “catraquinha”, alusão a um deslize quando esta pulou a catraca de um ônibus em evento público. “Se chamar o Olarte de goiano vou chamá-la de catraquinha. Tem que usar o nome certo e ter respeito”, ressaltou.

O episódio rendeu puxão de orelha do presidente interino da Câmara, Flávio César (PTdoB), que obrigou ambos a retirarem as expressões e se pautarem apenas com “uso de termos legais e éticos”.

Luiza resistiu o quanto pode, mas acabou retirando o termo sob protestos de que sofreu “agressão séria, pois não teria sido criadora do apelido de Olarte”.

Por fim, o requerimento foi aprovado por unanimidade. O Código de Ética, criado e esquecido há 11 anos, até poderia ter sido evocado durante a discussão, porém ficou limitado ao pedido de desculpas.

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