Cidades

Atropelada

Traficante amputado mata doméstica atropelada ao dirigir carro sem adaptação

Alberta Velasques morreu na Santa Casa e o neto dela continua internado

Redação

14/09/2015 - 10h28

Foragido da Justiça pelo crime de tráfico de drogas atropelou e matou a doméstica Alberta Velasques, de 61 anos, e deixou o neto dela, de quatro anos, ferido, por volta das 19h10min desse domingo (13), no cruzamento entre as ruas Bororo e Acaia, no Jardim Tijuca, em Campo Grande. O autor do acidente de trânsito, Jefferson Graciano do Nascimento, 30 anos, tem uma das pernas amputada e dirigia um Monza, sem adaptação. Além disso, a polícia comprovou que ele estava embriagado.

Uma testemunha, de 21 anos, estava sentada na frente da casa onde mora e viu o momento do acidente.

“Ele estava bêbado. Dirigia de marcha à ré quando atropelou a senhora e a criança, parou só depois de bater em um muro. Depois, desceu, ficou ao lado do menino, voltou para o carro, ficou trancado algum tempo. Então, pegou uma bicicleta de alguém, saiu do local e retornou tempos depois. Ele ainda falou com policiais do trânsito, mas fugiu sem que ninguém visse”, contou a testemunha ao Portal Correio do Estado.

Jefferson foi preso minutos depois, em endereço perto do local do acidente.

Alberta e o neto retornavam de uma igreja quando foram atropelados. Os dois foram socorridos e levados à Santa Casa, mas ela acabou não resistindo. Já o neto, chegou a ser internado, mas teve alta médica.

FORAGIDO

De acordo com informações da Polícia Civil, contra Jefferson havia mandado de prisão em aberto pelo crime de tráfico de drogas. Ele foi submetido a exame de bafômetro que apontou 0,70 miligrama de álcool por litro de sangue, enquanto que a Lei Seca tem tolerância zero para a ingestão de bebidas alcoólicas.

Sobre o carro, testemunha disse que não era de Jefferson. “Ele pegou de um homem que, pelo que soube, mora no mesmo terreno. Não viu porque recém havia voltado do médico e estava dormindo”, pontuou.

Jefferson foi preso em flagrante e indiciado pelo crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor qualificado por falta de habilitação, já que ele não tem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), e embriaguez ao voltante. Também por lesão corporal por conta dos ferimentos provocados no menino.

 

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