Depois da conferência estadual que reunião cerca de 400 conselheiros estaduais de saúde, parte do grupo seguiu em caminhada de protesto até a Assembleia Legislativa. O grupo é contra a terceirização da saúde, estudada pelo Governo do Estado para implantação.
O presidente do Conselho Estadual de Saúde, Rafael Bueno, afirma que em outros estados já foi constatada a ineficiência da terceirização no serviço. Segundo ele, o Tribunal de Contas de São Paulo atestou que esse tipo de organização traz problemas “insanáveis”.
Nesse tipo de modelo de gestão, as Organizações Sociais de Saúde (OSS) ficam responsáveis por controlar a saúde. Muitas vezes o processo acaba atrasando e há demora em realização de exames, por exemplo.
“Por que não aguardou a opinião do Conselho e não ouviu a sociedade? Não entendemos que o Estado precise ter a saúde terceirizada”, disse o presidente do conselho.
Na passeata, que começou por volta das 10 horas e saiu do Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo até a Assembleia, cerca de 200 conselheiros participaram.
A bancária aposentado Sonia Aparecia de Camargo é conselheira de Três Lagoas e conta que atualmente a saúde está ruim, mas que a terceirização não é a saída.
“Terceirização tem que ser complementar, é importante que pessoas participem dos conselhos”, afirmou.
Além de servidores, integrantes da sociedade civil podem participar dos conselhos de saúde.
TERCEIRIZAÇÃO
No mês de julho passado, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) encaminhou à Assembleia o projeto que possibilita a terceirização da saúde.
Em março deste ano, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) esteve em Goiânia, capital de Goiás, onde os hospitais daquele estado já funcionam sob gestão das OSS, para conhecer o sistema.
De acordo com governo goiano, o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), que tem 25 anos, aumentou em 40% o número de atendimentos e 84% a quantidade de cirurgias realizadas desde que mudou o modelo de gestão na Saúde.
Os gastos com a unidade caíram 63%. O número de leitos subiu de 235 para 407. Destes, eram 44 de UTI e agora são 58. “Praticamente construímos um novo hospital enquanto o Hugo estava funcionando”, afirmou o secretário de Saúde de Goiás, Leonardo Vilela.