A Operação Coffee Break do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) poderá provocar mudança na cúpula da Câmara Municipal de Campo Grande. Afastado de suas funções por determinação judicial, o vereador Mario Cesar (PMDB) já estuda a ideia de renunciar ao cargo de presidente do Legislativo. Mario alega inocência das acusações de participar do esquema de compra de voto de vereadores para cassação do mandato do prefeito Alcides Bernal (PP).
O que pesou na decisão de afastá-lo da Câmara foi a sua conversa grampeada pelo Gaeco e pela Polícia Federal com o empresário João Amorim, apontado de ser um dos financiadores do afastamento de Bernal do cargo. As autoridades policiais e do Ministério Público Estadual interpretaram o diálogo do vereador com o empresário como negociação ilícita de compra de voto para tirar Bernal da prefeitura.
A decisão judicial de afastá-lo da presidência e suspender o seu mandato, trouxe aborrecimentos a Mario Cesar. Ele não esperar ser o principal alvo das investigações.
O advogado Leonardo Saad Costa confirmou que Mario Cesar está “sentido” com as acusações do Gaeco. A ideia dele é renunciar apenas a presidência da Câmara, mas continuará lutando para retomar as suas atividades legislativas.
(*) A reportagem, de Zana Zaidan e Gabriela Couto, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.