A Egelte Engenharia Ltda., empreiteira que venceu a concorrência para edificar o Aquário Pantanal, obra parada desde a Lama Asfáltica, operação da Polícia Federal deflagrada em julho passado e que revelou a existência de uma organização criminosa que fraudava licitações, corrompia servidores e superfaturava obras, informou que só retoma a construção se houver uma “auditoria completa do empreendimento”. Ocorre que o governo estadual já fez o levantamento em questão, mas, ainda assim, não convenceu a construtora, que afirma ter sido substituída à força pela Proteco Construções, justo o empreendimento apontado pela PF como pivô da operação da PF.
Em nota divulgada ontem, a Egelte informou que “foi afastada das obras do Aquário do Pantanal na sua 35ª medição (março de 2014), quando havia executado o montante de R$ 69.029.657,55 em obras (aproximadamente 81% do contrato inicial), e a partir de então não teve acesso a pagamentos, medições, documentos ou quaisquer informações do projeto”.
Pelo apurado na auditoria preparada pela Agência Estadual de Gestão e Empreendimento (Agesul), o prédio do Aquário consumiu até agora R$ 99,3 milhões. Deste montante, R$ 1,6 milhão teria sido pago, mas o serviço não foi executado.
* A reportagem, de Celso Bejarano, está na edição de hoje do Jornal Correio do Estado