Uma moradora do Bairro São Vicente, em Nova Andradina, distante 297 km de Campo Grande, denunciou um suposto mau atendimento recebido por ela através da página oficial do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da cidade. Segundo a mulher, ela teria entrado em contato com o órgão para solicitar providências com relação a alguns cães que estariam atacando pedestres na Rua Redentor.
De acordo com o site, durante a conversa, a moradora teria sido informada que o CCZ não recolhe animais sadios, mas pode notificar os proprietários a tomarem providências. Porém, em determinado momento, a pessoa que utilizava a página do CZZ teria enviado à moradora uma mensagem considerada por ela como ofensiva. “E você meu anjo, o que tem feito para tentar solucionar o problema? É muito fácil ficar com a bunda na cadeira cobrando um órgão público. Tanto problemas maiores que não são resolvidos”, disse a servidora do Centro de Controle de Zoonoses pela página oficial do órgão.
Conforme o site, a resposta foi considerada pela moradora como inadequada e de baixo nível. “Esta é a expressão que um órgão público usa para falar com os cidadãos? Será que todos os problemas levados até eles são resolvidos desta forma?”, questiona a moradora, ao qualificar como ‘falta de educação’ a forma como a resposta foi elaborada pela servidora do CCZ.
Segundo a reportagem, moradores da região informaram que os cães, de fato, têm avançado em idosos e crianças, colocando a risco a integridade física das pessoas que caminham pelo local.
Por outro lado, em contato com a veterinária do CCZ, Valesca Picoli, ela afirmou que atendeu a cidadã via redes sociais e que, durante o diálogo, teria explicado à moradora que o Centro de Controle de Zoonoses não recolhe animais saudáveis, logo, não poderia ir ao local remover os cães citados pela denunciante.
Valesca disse ainda ao site que, no mesmo contato, sugeriu que a reclamante fosse até as dependências do CCZ para registrar a denúncia sobre os animais soltos na via pública e receber os esclarecimentos necessários. Ela alega que durante outros trechos da conversa (não mostrados na imagem) teria sido desrespeitada pela moradora. “Eu não fui mal educada, apenas dei a ela o mesmo tipo de tratamento que recebi”, finalizou.
