O novo pedido feito semana passada pelo Ministério Público Estadual (MPE) requerendo afastamento do prefeito Alcides Bernal (PP) foi questionado pelo prefeito durante agenda pública nesta terça-feira (6).
De acordo com Bernal, que participou de evento de transferência de recursos para entidades, a ação movida pelo MP é “fato velho” e não representa motivo para afastamento dele.
As denúncias que constam na ação são as mesmas que motivaram criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara, no ano passado, e resultou na cassação de Bernal, em março de 2014.
“Na questão da Megaserv houve um contrato emergencial porque a Total rescindiu o contrato quando mandei fazer auditoria do contrato que o Edil autorizou passar de R$ 7 milhões para R$ 11 milhões. Comparando com esse valor fizemos economia de quase R$ 4 milhões. Com relação a Salute, cinco pessoas jurídicas venceram aquele certame. A única que foi perseguida foi a Salute. Isso está atestado”, afirmou Bernal.
Ainda de acordo com o prefeito, não houve crime praticado na contratação das empresas. “Nou esclarecer o que for preciso ao Ministério Público e Poser Judiciário. O que não se pode é criar clima de instabilidade politica para atender interesses escusos. Esse caso já foi julgado. Tem sentença de mérito dizendo que se garantiu eficiência e economia".
AÇÃO
O Ministério Público Estadual encaminhou, na última sexta-feira (2), a ação civil de improbidade administrativa ao Tribunal de Justiça.
O processo está nas mãos do juiz Marcelo Ivo de Oliveira e na última movimentação ocorrida ontem consta distribuição dos autos para a Vara competente.