A Habitação foi o setor que mais contribuiu para elevar o preço da inflação no mês de setembro em Campo Grande, seguido pela alimentação, transportes, educação e saúde. Segundo uma pesquisa do Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nepes) da Uniderp, divulgada nesta quarta-feira (7), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC/CG) registrado neste mês foi de 0,57%, bem maior que o do mesmo período do ano passado de 0,32%.
Conforme os dados, o grupo Habitação contribuiu com índice de 0,70% para a elevação do IPC. Alimentação aparece em segundo lugar, com 1,15%, Transportes com 0,90%, Educação e Saúde com 0,24% e 0,11%, respectivamente,
Para o coordenador do Nepes e pesquisador da Uniderp, Celso Correia de Souza, “essa tendência de elevação é preocupante tanto pelo lado do consumidor, que perde poder aquisitivo, quanto pelas autoridades monetárias, preocupadas com essa vigorosa escalada da inflação”.
Ainda de acordo com a pesquisa, a inflação acumulada na Capital nos últimos 12 meses é de 9,82%, valor acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 6,5%. Considerando esse período de um ano, Habitação continua na liderança do ranking do setor que mais teve influência na elevação do IPC, com 13,07%, Alimentação e Transportes aparecem com 11,65%, e Despesas Pessoais com 10,71%.
A PESQUISA
O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. O Índice busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A Universidade Uniderp divulga mensalmente o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande.