A falta de locais adequados para depositar entulhos faz com que a cidade ganhe novos pontos irregulares de depósito a cada dia. Atualmente Campo Grande conta apenas com um único lugar próprio para a destinação deste tipo de resíduo, o aterro de entulhos do Jardim Noroeste. Diariamente mais de 600 caminhões entram e saem carregados de papelão, madeira, e restos de construções, o que representa 3000 m³ de descarte. Como é apenas um e longe de vários bairros, a população acaba despejando esses restos em locais impróprios, como terrenos baldios e ruas.
Na portaria do aterro, Pedro da Silva toma conta do local para que não sejam depositados outros tipos de lixo, a não ser entulho. “Aqui só entra papel, papelão, plástico”, contou o porteiro. Segundo ele, a população já sabe que é proibido jogar outro tipo de lixo alí, por isso nem tenta. “Pessoa já está acostumado, é difícil alguém querer jogar aqui algum lixo que não seja entulho”, destacou.
Estes resíduos são a forma de sustento de muitos trabalhadores do local e, na disputa pelos melhores materiais, os catadores trabalham, visivelmente sem condições mínimas de segurança.
(*) A reportagem, de Valquíria Orique, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.